sexta-feira, janeiro 30, 2009

Dino & Eu


Quando pequeno eu sempre sonhei em ter um cachorro, havia tido duas tentativas frustradas com um Dobermann e um Cocker. Minha mãe tinha sido a vilã nas duas para que eles fossem embora (acho que 9 a cada 10 mães são contra os cachorros) de casa. O Duque havia quebrado a pata e minha mãe não quis ficar com um dobermann dentro de casa, a veterinária ficou com ele. O Leão foi pura frescura, ela entrou na cozinha e ele uivou e desde então ela dizia que era sinal de mau agouro.
Eu queria um cachorro mais do que qualquer coisa na vida, mas meu pai, apesar de querer que tivesse um cachorro em casa também, só fazia as coisas com o consentimento de mamãe (talvez por isso eu seja um pouco transgressor).
Quando nos mudamos para Fortaleza ele convenceu mamãe a nos deixar criar um cachorro e chegou, no dia 11 de fevereiro de 1991, com o Dino a tiracolo em casa. Ele tinha quase um mês, era pequenininho e sua lambida cheirava a leite.

Dino era um daschund preto de olhar vivo e bem atento. Gostava de ficar cheirando embaixo dos móveis, cantos de paredes, embaixo das camas e passava o dia andando pela casa fuçando o chão e olhando para o teto, sempre a procura de alguma coisa. Era incansável nessa guarda, se via algum bicho estranho o barulho de suas unhas no piso aceleravam e ele começava a latir. Moscas grandes, víboras, lagartixas, rãs e passarinhos eram alvos constantes de seus sinais de alertas.
Acho que por ter esse espírito guardião o Dino era um pouco arredio. Não gostava de ser posto no braço, odiava tirar foto e que ficasse longos minutos sendo acarinhado. A melhor brincadeira, pra ele, era correr e saltar. Eu costumava ficar chamando seu nome e deitava no meio da casa, ele vinha em uma corrida louca e saltava sobre meu corpo. A medida em que ele ia saltando eu ia dificultando as coisas, obrigando que ele saltasse cada vez mais alto. Então uma hora ele cansava e me esnobava, ia deitar longe, geralmente pegando um sol.
Não quero dizer que por ele não ser daqueles cachorros que ficam atrás de você o tempo todo ele não era um bom cachorro. Dino era maravilhoso! Naquele jeitão dele conseguia demonstrar o quanto me amava. Lembro quando papai morreu e cheguei em casa triste e fui para o meu quarto. Encostei a porta e me deitei na cama olhando fixamente para o teto. Eu era apenas um garoto de 14 anos e não conseguia digerir a história que meu pai, meu pai-herói, não ia estar mais comigo desde então. Ouvi uma batida na porta, mas não me levantei. Depois ouvi duas, três e a porta se abriu. Me virei na cama para olhar quem estava fazendo o barulho e o Dino entrou pela fresta, caminhou até mim, pulou na cama e deitou-se ao meu lado. Passei a mão no seu focinho, acarinhando entre seus olhos e comecei a chorar. Ali estava o único amigo verdadeiro que eu tinha em Fortaleza.
Dino viveu 17 anos. É tempo demais para um cachorro, dizem. Acho que para quem ama não existe essa expressão "tempo demais". Quando o Dino ficou velhinho, seus dentes quase todos amarelados com uma crosta de tártaro estavam infeccionados, fiquei desesperado quando a veterinária disse que ele tinha duas chances de sobreviver da infecção. Uma ele viveria mais uns três, quatro meses com a infecção ou ele poderia operar e morrer por conta da anestesia. "Mas ele tem chance de sobreviver à cirurgia, não é doutora?". Ela afirmou que sim, mas por conta da idade, na época com 14 anos, ela achava difícil. Dino era muito saudável, só ia ao veterinário para tomar suas vacinas anuais, nunca teve problema de nada.
Topei por fazer a cirurgia, deixei o Dino no consultório as 15hs e voltei pra casa. As 23hs a Dra. Márcia me liga dizendo que correu tudo bem, mas que só poderia dar certeza pela manhã. As 09h00 ela me liga novamente mandando buscar o Dino, quando perguntei se ele estava bem, ela me respondeu que ela quase não dormiu de noite com ele tentando pegar a cachorra dela que tava no cio.
Nessa época eu já tinha a Hannah, a cocker dourada que virou fácil o xodó lá de casa, que aparenta ter emoções tão humanas, mas tão humanas que as vezes eu espero que ela fale alguma coisa quando pergunto algo. Quando o Dino chegou em casa, o coloquei no meu quarto na sua caminha e fiquei fazendo carinho na sua testa. Hannah entra no quarto, espia de espreita, e como se dissesse "vim ver como está meu irmão", anda até o Dino e o cheira.Sobe na minha cama e fica comigo, velando por ele.
O último ano de vida do Dino foi bem difícil, ele já não andava como antes e eu já havia notado que ele enxergava mal por conta da catarata e até mesmo seu olfato e audição que eram excelentes já não estavam grande coisa. Ele só me ouvia se eu gritasse, se eu jogasse algum pedaço de carne pra ele as vezes tinha que direcionar para próximo do focinho, pois ele demorava a encontrar. A dificuldade que ele tinha para se levantar e deitar me mostrou o início de uma artrose.
Minha mãe perguntou se não deveríamos sacrificá-lo, pois achava que ele estava sofrendo. "Ele não está sofrendo, mãe" - respondi - "ele está velho". Eu o cerquei de cuidados o quanto podia. Comprei uma ração mais molinha, mas ele não gostava. Mesmo tendo arrancado 80% dos dentes, ele queria a ração durinha. Eu as vezes ficava um longo tempo olhando ele comer pra ter certeza que era ele que limpava sua tigela e não a Hannah, sempre gulosa.
Por conta da idade Dino urinava muito e já não mais levantava a perna. Como eu passava muito tempo fora de casa eu pedia paciência para a empregada. "Ele está velhinho, cuida bem dele", "tenha paciência, por favor", "deixe limpo, sei que é chato, mas faça por ele". Nunca tive problemas com isso, pois a Deuzi está lá em casa há 20 anos e viu o Dino crescer, ele era tão meu quanto dela.
Um dia de noite eu acordo com ele uivando, me levanto rápido e vou até a cozinha. dino estava em pé, com a respiração arfante e sem paciência. O pego com carinho, deito em sua caminha, enrolo com uns panos e faço carinho até ele se acalmar. Naquela hora eu senti que ele iria me deixar. Me perguntei, no trajeto até meu quarto, se deveria levá-lo ao veterinário e achei melhor não. Ele estava velho, debilitado, qualquer coisa que eu fizesse seria somente para estressá-lo e adiar um pouco o que seria inevitável. Deitei em minha cama e rezei, pedi para que meu pai fosse buscar o último presente que havia me dado com carinho.
Acordei de manhã com minha mãe sentando na minha cama e dizendo que achava que o Dino havia morrido. Me levantei e corri até a cozinha, ele estava deitado embaixo da pia, fora de sua caminha. Me agachei e chamei por ele e passei a mão em sua cabeça. Dino deu um pequeno suspiro e eu o coloquei em meus braços. Me sentei no chão e fiquei cantando "Casinha Branca". Dino morreu nos meus braços no dia 03 de fevereiro de 2008.
Corri pro meu quarto e comecei a chorar, Hannah pulou na minha cama e ficou me lambendo. Me levantei, peguei uma camisa do Super-Homem e o enrolei com cuidado. Fiz questão eu mesmo de cavar sua cova e o coloquei cuidadosamente no chão.
Meu amigo se fora, mas de onde eu estiver eu sei que ele cuidará de mim. Desconfie do caráter de quem não gosta de animais, não existe amor mais puro e leal do que um homem e seu cão.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Se eu fosse...



Se eu fosse uma hora do dia, seria o entardecer, o inspirador pôr-do-sol em minha amada Brasília, cheia de cores e matizes a dançar no céu de Niemeyer...
Se eu fosse um astro, seria uma estrela cadente, daquelas raras que apontam no céu com a promessa de realizar desejos...
Se eu fosse uma direção, seria um atalho, repleto de possibilidades e destinos e talvez servindo de abrigo para o Lobo Mau...
Se eu fosse um móvel, seria uma cômoda antiga, feita de carvalho e detalhes de bronze, ostentando entalhes rebuscados, perfumes caros, gavetas emperradas e um velho e manchado espelho – com alguns reflexos distorcidos, mas verdadeiros.
Se eu fosse um líquido, seria Coca-Cola, vibrante, unânime, comercial e, claro, metido à besta...
Se eu fosse um pecado, seria a luxúria, dando beijos fugidios imprensados contra paredes e deslizando dedos por baixo das blusas...
Se eu fosse uma pedra, seria um mármore, lustroso, nobre e escorregadio...
Se eu fosse uma árvore, seria um carvalho, imponente, de madeira sisuda e competente, fazendo frondosos descansos e móveis de vida eterna...
Se eu fosse um fruto, seria um sapoti, maduro e adocicado, saboroso, para se comer usando as duas mãos...
Se eu fosse um clima, seria uma névoa, soturna e acolhedora, escondendo os raios de sol que inauguram a manhã...
Se eu fosse uma flor, seria um girassol, incompreendido, muitas vezes solitário, buscando sempre a luz do sol para iluminar suas inspirações...
Se eu fosse um instrumento musical, seria uma gaita de boca, cheia de ginga e malandragem, ares de sacana e arma de conquista...
Se eu fosse um elemento, seria a água, cristalina, pairando entre a dubiedade do doce e salgado, envolvente – berço de sereias e casa dos piratas...
Se eu fosse uma cor, seria o verde – cor viva, transmite paz, representante da natureza, das matas e da esperança...
Se eu fosse um animal, seria uma águia. Vôo majestoso, dançando nas correntes de ar e rasgando os céus como uma navalha na hora da caça....
Se eu fosse um som, seria o de um trovão, alto e reverberante, que assustam a alguns e fascinam outros, trazendo doces lembranças das paisagens vista das janelas, onde correm serelepes gotas ao seu encontro...
Se eu fosse uma música, seria alguma das clássicas do Barry White, voz grave e melancólica, oscilando entre o trovão e o sussurro falando de amor, tipo “You’re my first, my last, my everything”...
Se eu fosse um estilo musical, com certeza seria um jazz, incompreendido, daqueles mais viscerais...
Se eu fosse um sentimento, seria a saudade. Doída para os solitários e alegre para os que reencontram...
Se eu fosse um livro, seria “Mar Morto” do Jorge Amado, recontando histórias praieiras e cantando canções à beira-mar ...
Se eu fosse uma comida, seria um churrasco, picanha sangrenta assada na brasa despertando apetites e saciando vontades...
Se eu fosse um lugar, seria o topo de alguma montanha, isolado, acolhedor e imponente, desafiando ser conquistada...
Se eu fosse um gosto, com certeza seria o gosto das novas descobertas...
Se eu fosse um cheiro, seria o da terra molhada de chuva...
Se eu fosse uma palavra, seria conquista, pois é o desejo da conquista que impulsiona o desbravador...
Se eu fosse um verbo, seria aconchegar, para aninhar a mulher amada em meus braços...
Se eu fosse um objeto, seria uma mochila, daquelas de estimação, na qual se carregam escovas-de-dente, mp4, bloco de notas, canetas, velhos mapas, uma muda de roupas e sonhos para noites de verão...
Se eu fosse uma peça de roupa, seria um terno italiano, de cor sóbria, risca-de-giz impecável e corte perfeito, elegante e intimidador...
Se eu fosse uma parte do corpo, seria um par de mãos, curiosas, inquietas, fazendo cócegas, fazendo carícias, dando beliscões...
Se eu fosse uma expressão facial, seria o sorriso tranquilo, acordando satisfeito após uma noite de prazer...
Se eu fosse um personagem de HQ, seria o Super-Homem, preocupado com o bem estar de todos, capaz de mover o mundo com as mãos...
Se eu fosse um filme, seria “Moulin Rouge”, poder, sofisticação, belas mulheres, cassinos e romance, tudo entre uma taça de champagne e uma canção...
Se eu fosse uma forma, seria um triangulo, arestas, bases e vértices se cruzando no infinito de possibilidades....
Se eu fosse um número, seria o 5, base redonda, quase grávido, à espera de algo que o complemente...
Se eu fosse uma estação, seria o verão, com suas praias, surfistas, natureza e marcas de sungas e biquínis...
Se eu fosse uma frase, seria “... Depois, se acaso a glória entrar pela janela, a César não dever a mínima parcela, guardar para mim a gratidão mais pura. Enfim, sem ser a hera - a parasita obscura - nem a seringueira - gigante no caminho - subir, não muito, sim; porém subir sozinho!" (Edmond Rostand - Cyrano de Bergerac)

Heath Ledger


Eu estava distante do blog quando o Heath Ledger morreu e acabei fazendo nenhum comentário. Senti a necessidade de fazer isso agora, mesmo um ano após sua morte, diante de todo o borburinho se ele vai ou não concorrer ao Oscar.

Se ele vai concorrer ou não vai, não importa. Sério mesmo, não importa. Eu acho que a glória que ele precisava para a carreira dele ele já teve. Digo isso como fã de cinema e alguém que não acreditava no trabalho dele.

Não acreditava e explico: Heath Ledger não era bonito e nem charmoso. Tinha aquela cara de cachorro abandonado que as mulheres gostam, mas não era um cachorro bonito. A falta de charme dele não pode ser comparada com o charme dos atores de antigamente e mesmo que peguemos um ator novo para referência (um Zac Efron de High School Musical ou até mesmo um Ashton Kutcher), ele não tem charme nenhum. Heath Ledger era um cara comum, de beleza comum e até então o achava um ator mediano.

A escolha de filmes adolescentes pipoca como "Coração de Cavaleiro" ou comédias românticas açucaradas como "Dez Coisas que Odeio em Você" mostravam que o ator desejava ser um "galã", mas para mim a cara de nerd que ele tinha renderia sempre papéis como o de "Os Irmãos Grimm".

Então eu fui assistir "Brokeback Mountain". Todo o falatório em torno do filme já ia garantir uma boa visibilidade para qualquer ator que tivesse ficado com um dos papéis principais. Até apostei que Jake Gyllenhaal, que tinha o ótimo "Donnie Darko" no currículo, o apagaria durante o filme. Foi então que eu percebi o quanto estava enganado. O Ennis DelMar de Ledger era profundo, denso e tão charmoso quanto um Paul Newman. Covardia foi a academia não entregar a estatueta dourada para ele. Puritanismo puro da americanada.

Então, me lembro bem, quando eu li a notícia de que ele seria o Coringa em Dark Knight. Fiquei surpreso, era ousado demais para o cara que parecia escolher seus papéis em uma linha de personagem. Como fã de quadrinhos eu me perguntei se Ledger estaria apto a fazer um papel tão denso, visto a direção que Christopher Nolan dava a franquia. Lembrei do Ennis DelMar e ao contrário de muita gente fiquei quieto.

Também não acho que o papel deveria ser reprisado pelo Jack Nicholson. Alguém devia dizer pra ele "Ei Jack, você é um puta ator, mas tem papéis que você já está passado". Achei as primeiras impressões do trailler ruins. Não era o Coringa que eu conhecia e muito menos um Coringa que eu gostaria de ver. Na minha opinião, a loucura do Coringa serve para constratar com o ar soturno do Batman. São os antagonistas supremos tendo a racionalidade e a loucura extremas uma de cada lado.

Fui assistir o filme e amei. Ledger rouba a cena juntamente com Aaron Eckhart e a irmã de seu outrora par romântico, Maggie Gyllenhaal. Christian Bale passa pelo filme como um mero coadjuvante, a escolha de voz metalizada e a armadura de espuma foram over na minha opinião. Aquele foi o grande momento de Ledger e garantiu junto com Brokeback o rosto do ator para a imortalidade.

Escrivinhei esse post relativamente grande só para finalizar com essa frase "a tristeza que sinto pela morte de Heath Ledger e pela dúvida do que ele poderia ainda fazer". É muito ruim a gente não poder imaginar até que patamar alguém poderia ter chegado.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Big Brother Brasil


Eu juro que nunca pensei em falar sobre Big Brother. O único que eu gostei foi o primeiro, em que eu me acabava de rir com a Leka (e a impagável performance do boquete no copo de vidro). Mas confesso que sempre nos finalmentes, lá pelo meio do programa, eu acabava assistindo para poder ter assunto em mesa de bar.

Esse BBB9 eu não esperava nada, a mesma chatice até o pessoal se organizar e ficar maquiavelando uns contra os outros, mas me surpreendi. Mais ainda, me surpreeendi positivamente. Eis a prova que a Globo colocou a galera para pensar e criar uma nova fórmula pro programa. A idéia do muro foi genial. Colocar os dois sessentões seria um fiasco se eles não tivessem o perfil de quem realmente se porta aos sessenta anos. Digo isso porque tenho mãe e tios sessentões que nem em dia de lazer na casa de praia somente com a família e amigos se portam dessa maneira.

Agora o melhor do BBB9 se chama Big Bosta Brasil . Rede Globo, contrate esse pessoal, mesmo quem não acompanha o programa se diverte horrores com os comentários. Por mim já concorre ao emlhor do ano, e olha que 2009 mal começou.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

A falta de limite da modernidade.


Inspirado pelo Cardoso resolvi relatar um acontecimento que aconteceu anos atrás.

Não existe nada pior que criança chata. eu mesmo era bem chatinho, mas um chato divertido. Acima de tudo, não era desobediente e isso já é um bom alívio. Eu era o tipo da criança estilo "Joãozinho" das piadas, então eu tinha uma tênue linha entre o chato e o sabido.

Mas eu vim falar de crianças chatas, que Graças a Deus meu afilhado não é, que não tem limites, não respeitam os outros e tem um pequeno reizinho na barriga.

Estava minha mãe e eu na fila do supermercado, ao lado um senhor de aproximadamente cinquenta (sem trema, viu Lula?) e cinco anos com seu carrinho de supermercado semi-cheio. Atrás dele tinha uma mãe de aproximadamente seus 30 e poucos e seu filho de uns 6 anos. A criaturinha irritante ficava tacando o carrinho dele no carrinho do senhor e ria alto. Incomodado com aquilo o senhor olhou pra mãe, que fingia nada ver, e reclamou direto com a criança pedindo para não fazer isso.

O menino, claro, não obedeceu e continuou a bater seu carrinho no do senhor. Eu não lembro quantas vezes o menino fez isso, mas se fazia de inocente quando o homem o fulminava com o olhar e repetia a dose quando ele se virava. Incomodado com isso o senhor gritou com a mãe "A senhora não ta vendo que seu filho está incomodando?". A mulher olhou para ele e respondeu que o menino era uma criança e que as crianças tem que ter liberdade para fazerem o que quiserem.

O supermercado inteiro emudeceu pra ver a discussão. O senhor ficou calado, olhou para a mulher e virou-se. Pegou uma garrafinha de água mineral, abriu, tomou um gole. Quando viu que a mãe não tava prestando atenção derramou a garrafinha d'água na cabeça da criança. A mulher ficou louca, a criança abriu o berreiro e a mãe começou a gritar com o homem perguntando se ele era louco. O senhor olhou pra ela e gritou bem alto "Não sou louco, eu apenas fui uma criança que tive liberdade pra fazer o que queria". Essa hora foi massa, o supermercado começou a aplaudir o homem e a mulher constrangida foi embora sem ter passado suas compras carregando o chatinho chorão nos braços.

É esse tipo de atitude que falta nas pessoas hoje em dia. Possivelmente essa retardada meteria um processo no homem alegando constrangimento, um juiz de bom senso diria FODA-SE.

Onde o mundo vai parar se todo mundo só se preocupar em levar vantagem?

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Odeio pessoas invisíveis.


Tem uma coisa mais chata do que aquele chamado de "atenção" no msn e ele se chama "modo invisível". Podem me chamar de chato, intrasigente ou o que for, mas eu odeio pessoas que usam desse modo. Odeio e explico porque.

Porque eu, que fico online, tenho que responder uma pessoa que entra no modo invisível? Eu acho o cúmulo a outra pessoa da conversa, aquele que é necessidade para se estabelecer um diálogo, decidir se ela quer ou não falar comigo. E se eu quiser falar com ela, como eu faço?

Se não pode ou não quer falar a boa educação manda um "não posso falar agora" ou "estou ocupado" e se resolve o assunto. Pessoas sem bom senso ou que precisem tomar um chá de semancol diariamente são facilmente resolvidas com um bloqueio.

Tava conversando com meu amigo Fabão, que bom orador e advogado, fez uma pesquisa na wikipedia acerca do que o último filósofo da era moderna, Kant, corrobora com a minha linha de raciocínio.

As nossas obrigações morais podem ser resultantes do imperativo categórico. O imperativo categórico pode ser formulado em três formas, que ele acreditava serem mais ou menos equivalentes (apesar de opinião contrária de muitos comentadores):

§ A primeira formulação (a fórmula da lei universal) diz: "Age somente em concordância com aquela máxima através da qual tu possas ao mesmo tempo querer que ela venha a se tornar uma lei universal".

§ A segunda fórmula (a fórmula da humanidade) diz: "Age por forma a que uses a humanidade, quer na tua pessoa como de qualquer outra, sempre ao mesmo tempo como fim, nunca meramente como meio".

§ A terceira fórmula (a fórmula da autonomia) é uma síntese das duas prévias. Diz que deveremos agir por forma a que possamos pensar de nós próprios como leis universais legislativas através das nossas máximas. Podemos pensar em nós como tais legisladores autônomos apenas se seguirmos as nossas próprias leis.

De maneira mais simples: Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal.

Se eu ficar brincando de Deus, decidindo com quem vou falar e na hora que quiser e todo mundo resolver brincar de Deus também, não existirá mais diálogo. O papo morre, as pessoas não mais interagirão, foi-se o elo. FIM.

terça-feira, janeiro 13, 2009

A kind of magic.


Ontem eu tive uma boa notícia. Boa não, ótima.
Sabe aquelas notícias que te deixam todo orgulhoso, como se você estampasse uma medalha no peito? Não tem nada haver com emprego, nem aumento de salário e nem com a realização de um sonho antigo daqueles que a gente enfurna no fundo do cabeça achando impossível de realizar.
Eu vou ser padrinho, de novo. E o mais importante, filho(a) do mesmo casal que ja me apadrinhou uma vez com o mala mais mala e mais amado do mundo: O João André.
Confesso que fico emocionado quando a Comadre rasga uma seda pro meu lado, dizendo que eu sou um padrinho maravilhoso, presente, amoroso e carinhoso. Mas apesar de não gostar de elogios eu sei que esse é devido.
Sou amoroso, carinhoso, preocupado e presente. É como eu disse uma vez, saio de casa todos os dias querendo apenas uma coisa: ser bom.
Bom filho, bom irmão, bom namorado, bom amigo, bom profissional. É como mágica, fazer o bem ao outro sem esperar nada em troca, a gente tem esse tipo de presente da vida. Só tenho a agradecer aos meus compadres a confiança e o carinho cedido.
Obrigado, de coração.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

ok, cortei o cabelo.

domingo, dezembro 28, 2008

"Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver:
A salvação é pelo risco,
Sem o qual a vida não vale a pena!!!"

[Clarice Lispector]

quinta-feira, dezembro 18, 2008

101 coisas que (quase) ninguém sabe sobre mim.


01. Eu sinto muitas cócegas. E quando fazem em mim as vezes eu machuco as pessoas com a minha reação, não controlo os braços.
02. Eu adoro desenhos animados.
03. Quando pequeno eu tinha uma fantasia do Super-Homem e vim num vôo Brasília – Fortaleza vestido com ela.
04. Minha frustração é não ter aprendido a desenhar. Nunca tive paciência, mas acho que era mais uma fuga por não me achar bom o suficiente.
05. Quando pequeno eu acordava cedo e me enfurnava na cama dos meus pais dizendo que queria o “quentinho da mamãe”.
06. Quando estava na pré-escola eu me recusava a escrever que meu nome era João Batista e aprendi primeiro a escrever Uchoinha.
07. Eu prefiro ser chamado de Uchoinha, mas não é toda pessoa que pode fazer isso. Pessoas estranhas ou com pouca intimidade quando chamam recebem de volta um sorriso antipático. O Uchoinha representa eu mesmo, minha intimidade, eu sem máscara. Não é todo mundo que eu gosto que tenha acesso.
08. Eu tenho uma visão bem pessoal do que é certo e errado e finco forte minhas convicções sobre elas. Se alguém não concorda eu não tenho nenhum problema em discutir, mas é difícil me convencer ao contrário. Um conselho: tenha bons argumentos.
09. Eu sou orgulhoso. Muito.
10. Mas também sou humilde e sei reconhecer meus erros. Não tenho nenhum problema em pedir desculpas.
11. Passei catorze anos esperando um filme dos X-MEN e vibrei feito um menino quando o filme saiu. Assisti cinco vezes no cinema e achei o máximo todos os meus amigos dizendo que lembraram de mim e que queriam assistir o filme comigo.
12. Eu tenho medo da solidão.
13. Eu tenho nojo de sapo, rã e afins.
14. Eu não gosto de brigar, mas como diz o ditado “Dou um boi para não entrar numa briga, mas dou uma boiada para não sair dela”.
15. Adoro cinema, mas detesto ir sozinho.
16. A única vez que tentei namorar sério não durou dois meses. Eu tenho problemas em ficar dando satisfação para alguém.
17. Eu adoro super-heróis, mas isso não é segredo para ninguém. A idéia de alguém possuir poderes para mim é fabulosa.
18. Posso dizer que muito da minha concepção de justiça e verdade é “culpa” dos super-heróis. Por isso dou tanto valor à amizade, lealdade e a verdade.
19. Amo Brasília e desejo, de coração, voltar a morar lá um dia.
20. Adoro o número 20. Culpa do meu aniversário.
21. Sonho em montar meu negócio, mas ele tem que ficar em algum endereço que o número seja 507.
22. Sou apaixonado por mitologia.
23. Minha heroína preferida é a Mulher-Maravilha, mas nem por isso tenho fantasias sexuais com ela.
24. Bem, uma certa calcinha azul de estrelinhas brancas me atrai bastante.
25. Eu amo minha irmã, mas acho que não sou bom irmão pra ela. É que eu não aliso muito, sabe? Mas tudo o que eu faço é para ela ser uma pessoa melhor e uma excelente profissional. Espero que um dia ela me perdoe por eu me achar meio pai.
26. Eu me senti muito foda quando comi no Mc Donald's antes de todos os meus amigos quando fui à são Paulo aos oito anos. Um ano depois inaugurou em Brasília e eu estava todo prosa pedindo um Big Mac.
27. A pior coisa que alguém pode fazer comigo é me ignorar. Eu fico louco da vida.
28. O sentido que mais uso é a visão.
29. Geminiano com ascendente em câncer. Um coquetel de loucura e emoção.
30. Adoro escrever, mas não gosto que as pessoas leiam.
31. Adorava os cartazes que minha mãe fazia no ms-dos pra mim quando eu era pequeno. Tinha desenhos muito legais.
32. Eu aperriava muito meu pai pra desenhar pra mim. Um dia ainda contrato um desenhista pra fazer tudo o que eu quiser.
33. Quando eu era pequeno queria ter um ornitorrinco de estimação.
34. Também já quis ter um esquilo e ganhei um preá. A preá tava prenha e três dias depois nasceram vinte preazinhos. Meu pai ficou com ódio e me deixou criar um cachorro.
35. Eu adoro bichos, por conta disso eu queria ser veterinário. Já tive hamster, preá, pinto, galinha, cachorro, peixe, passarinho, periquito.. e eu morava em apartamento!
36. Ser publicitário faz com que as pessoas achem que você é a pessoa mais criativa do mundo. Slogans não nascem do nada.
37. Eu adoro cantarolar “É o Amor” do Zezé di Camargo.
38. Eu sempre senti falta de ter um melhor amigo, como irmão. Tenho grandes e bons amigos que considero irmãos, mas nenhum que tenha a liberdade de um irmão.
39. Eu gosto de samba. Sabe como é, quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça, ou doente do pé.
40. De todos os meus talentos, o melhor é que acho que nasci pra ser pai. Paizão mesmo. Igual o meu foi e sempre será pra mim.
41. Eu gosto de dar presentes, e detesto receber. Gosto apenas quando eu vejo e sinto que a pessoa demorou um tempo precioso em comprar ou fazer algo que tivesse haver comigo.
42. Sou tímido, mas as pessoas não acreditam nisso. Mas é sério.
43. Odeio ser o centro das atenções. As pessoas também não acreditam nisso, mas é a pura verdade.
44. Se eu fosse um animal eu seria um cachorro. Bom, fiel e companheiro
45. Eu adoro a música Sweet Child of Mine.
46. Eu gosto de histórias de vampiros.
47. Eu acredito no sobrenatural. Fadas, duendes, sereias, unicórnios, bruxas e todos esses seres fantásticos. Acredito e o problema é meu, ninguém tem nada haver com isso.
48. Eu sou um pouco sensitivo. Já sonhei com coisas que aconteceram, já vi almas, já escutei coisas. Mas não gosto disso.
49. Tenho um superpoder, mas não sei explicar como ele funciona. Eu sempre sei quando alguém fala mal de mim. Sério mesmo. Sei quem falou e o que falou. Você ai que está lendo isso, cuidado! :P
50. Tenho achismos. E embora as pessoas fiquem putas com isso, todas as teorias que formulo baseado nos fatos e achismos acontecem. Por isso as pessoas não gostam, pois quando dizem que é exagero meu, quando a situação se revela eu faço questão de ouvir “JB, você tem sempre razão”.
51. Eu gosto de Yeats, muito. Ele fala coisas que eu gostaria de ter dito, mas nasci tarde demais para isso. Ele pegou a minha chance. :P
52. Depois que eu saí de Brasília eu nunca mais pisei meu pé nu na terra de lá. É uma nóia muito louca, uma vez eu sonhei que se eu pisasse na terra eu ganharia poderes como o do Super-Homem. Não ria, é ridículo, eu sei. Por isso não piso, como sei que não vai acontecer, para não me frustar eu estou sempre calçado nas terras do planalto central.
53. Eu gosto de nomes que invoquem poder. Felipe, Diana, Arthur, Hércules.
54. O meu livro preferido é “O Pequeno Príncipe”.
55. Tenho verdadeiro fascínio por espadas medievais.
56. Branding é o máximo.
57. Eu adoro figo.
58. Eu sempre acho que as comidas e bebidas que eu vejo nos filmes são mais gostosas na tela que na vida real.
59. Eu aprendi a não falar tudo o que sinto para as pessoas não entenderem errado.
60. Eu odeio pessoas que se fazem de vítima.
61. Odeio mais ainda quem diz que eu tenho que entender o jeito como as outras pessoas são, mas elas não tem que entender o meu.
62. Adoro falar palavrão. Caralho e Féla da puta são os primeiros da lista. Acho feio falar, mas é bom demais falar e você liberar a raiva dentro de você.
63. Eu gosto de beijo na orelha.
64. Eu gosto de decotes. Bons, grandes e generosos, mas não gosto dos vulgares.
65. Gosto de mulheres com rabo-de-cavalo.
66. Gosto de mulheres de saia.
67. Gosto de mulheres de salto alto.
68. Detesto livros de auto-ajuda.
69. Detesto usar óculos, preciso e os tenho, mas estão bem guardados na gaveta. Minha gaveta gosta de ler livros. Talvez ela goste de ler os de auto-ajuda que ganho e jogo na gaveta.
70. Gosto daqueles livrões bonitos, cheios de fotos, com papel de luxo e poucas palavras, mas tenho medo de deixá-los por aí e mãos não tão cuidadosas fazerem algum mal a eles.
71. Tenho um afilhado lindo que sou apaixonado por ele. Ele tem o primeiro nome igual ao meu: João. Nunca pensei que eu seria padrinho de alguém e é extremamente prazeiroso ver aquela criança crescer e gostar de você de graça.
72. Adoro dar apelido às pessoas, principalmente quando elas não gostam deles.
73. Gosto de vodca com frutas.
74. Gosto de cerveja.
75. Gosto de petiscos.
76. Adoro um prato chamado frango à San Raphael. Se você fizer na sua casa, me chama!
77. Gosto de carne mal passada, bem sangrenta.
78. Eu bebo a salmora no churrasco. Problema seu se você tem nojo.
79. Um vidente, um medium, uma cigana e um colega sensisitvo já disseram que eu ia morrer com 79 anos. Eu acredito?
80. Adoro cozinhar, mas tem que ter alguém comigo na cozinha.
81. Eu queria apresentar um programa de TV sobre quadrinhos, mas tenho vergonha demais de aparecer na TV.
82. Eu poderia falar de quadrinhos e super-heróis 24hs por dia, mas as pessoas me chamariam de retardado.
83. Eu coleciono Action Figures. Adoro ver aqueles bonecos no meu quarto em suas variadas posições.
84. Adoro posters de filmes. Se eu pudesse tinha uma parede só com eles (como já tive um dia).
85. Eu amo meu trabalho. Amo o que faço e adoro as pessoas que trabalham comigo.
86. Eu não sei paquerar. Sou uma anta pra isso.
87. Se alguma menina paquera comigo minha primeira reação é ser vago, eu nunca acredito que seja comigo.
88. Eu gosto de café, mas curiosamente eu só tomo no trabalho.
89. Eu sou um reloginho, meu intestino funciona perfeitamente bem. Morro de pena das pessoas que tem prisão de ventre.
90. Eu faço tudo para ser pontual, detesto atrasos.
91. Se eu passar uma semana em outro estado eu já vou incorporando o sotaque.
92. Eu queria saber cantar, mas alguém lá em cima desistiu dessa idéia.
93. Eu gosto de chocolate meio amargo.
94. Eu já escrevi um conto para um livro de contos. Foi bacana ouvir elogios de pessoas que não conheço.
95. Eu acho a internet o máximo, fiz bons amigos através dela, mas tenho vergonha de dizer que conheci alguém através. Outra coisa ridícula, né?
96. Eu não sou fã de carro, basta que o meu seja confortável, ande e consuma pouco.
97. Detesto futebol.
98. Adoro assistir jogos de vôlei.
99. Adoro ir a Brasília e ficar na casa do tio Ricardo e da tia Sandra.
100. A melhor feijoada do mundo é da tia Adelaide.
101. Eu tenho uma grande amiga chamada Camile, a gente é amigo desde que nasceu, praticamente. Mesmo sem ter tanto contato, pois ela mora nos EUA, é muito bacana reencontrá-la e sentir que o carinho é recíproco.
102. Sou fanático por seriados.
103. sou meio exagerado. Vê, já passei do 101!

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Somebody Save Me


Quanto tempo nós temos?
Eu, na minha inquietude de saber das coisas, acabei descobrindo (ou acreditando, sabe-se lá) que eu morreria com 79 anos. Claro que foi aquela coisa surreal: o vidente, a cigana, o colega de trabalho sensitivo que disseram isso. Soma-se a lei das coincidências. Todos disseram que o número atrás de mim era 79. Se alguém não acredita nessas premonições deve estar agora dizendo "que coincidência!".
Na real, isso nunca me incomodou. Eu sou daqueles que acredita que o destino não está gravado na pedra, e talvez por isso comecei a me preocupar.
O fato é que eu mudei muito nos últimos cinco anos. Principalmente por conta das decepções e desilusões que sofri, eu me tornei um pouco mais amargo. Sabe quando você acha que não é mais capaz de se apaixonar nunca mais? Mas nunca mais mesmo. O romance perdeu a graça, o sexo fullgás também. Já faz um pouco mais de dois meses que eu não sei o que é um carinho na cama. Não existe nada mais que me encanta. Eu já disse aqui que eu preciso ser salvo? Poisé, é por aí...
Mas eu tô fazendo a minha parte. Não tô de braços cruzados enrolando os cabelos em uma trança para jogar um dia da torre. Nem quero, aliás. Quando eu digo ser salvo é de que alguém diga "ei, vale à pena!", mas infelizmente só o que tenho encontrado são pessoas que estão preocupadas com fama e fortuna.
Embora meu emprego me dê uma posição social de destaque, eu tenho fugido de certas tentações. De certas mulheres, de certos encontros que eu sei que vão me suprir no momento, mas não completamente. Lembro sempre que estou no poder, mas não sou o poder. Porque me criaram pra ser tão passional? (ou será que eu me tornei assim?)
Comecei falando de morte e descambei pra minha veia sentimental tentando consertar esse coração maltratado (sim menina de Maceió, a culpa é sua. Aliás, é minha, por amar alguém que só se preocupa comigo em segredo). Tive um problema sério na segunda-feira, devido a uma torção nas costas eu amanheci sem conseguir andar. Aliás, eu não conseguia nem me sentar por conta da dor. Graças ao Mioflex-A e a santa mão do meu amigo Meudo, acho que eu não me poria em pé tão cedo. É verdade o ditado que mais vale um amigo na praça do que dinheiro no bolso. Então, eu não sei se por conta disso eu pensei na morte. Na minha morte.
Eu tenho um verdadeiro pânico de fazer exames. Sim, é uma fuga de não encarar a verdade. Sabe quando as pessoas dizem que você tá bem, mas quando sabe da doença se estrepa todo? Poisé por aí o meu medo. "Ah fulano tava bonzinho, mas aí sem querer soube do câncer e não durou dois meses". Comigo não, violão. Me leve rápido, por favor.
Mas o fato é que eu pensei muito na morte, o quanto me parece palpável de que ela está vindo logo. Dá uma vontade louca de chorar, de me segurar em algo que está invisível e eu não sei o que é. É pressentimento? Depressão? Premonição? Ou apenas uma vontade de se fazer um re-start na minha vida?
Mas eu vou vivendo. Se amanhã é meu último dia ou não, eu quero tentar fazer o melhor todos os dias, sempre.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Saudade é uma coisa foda.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Oh Lord, won't you buy me a Mercedez Benz?

quarta-feira, novembro 19, 2008



Luana Piovani


Longe de mim fazer alguma defesa à essa moça ou ao Dado Dolabella, mas diante das notícias escandalosas (que confesso me tiraram várias risadas) eu comecei a pensar em uma coisa: Pra que lado o mundo nos leva?

Eu me pergunto isso pois eu adorava comprar os velhos cadernos da tilibra que tivesse fotos da Luana ou da Ana Paula Arósio. Achava Luana linda, olhar devorador, sorriso inocente. Todos aqueles complementos que ela achou que Caetano fez pra ela, eu concordava. E nem sou Caetano.

Comemorei a entrada da moça na tv brasileira. Minha musa saia das capas dos meus cadernos para eu assistir todo dia na tv. Não perdia um dia de "Quatro por quatro" esperando ver Luana de biquini (tamanho feitiche de biquini, só com Malu Mader em "Top Model"). Fui assistir "Os Três Mosqueteiros", época das vacas magras, mas meu tio foi e resolveu me levar junto. Cheguei cedo pra ver se conseguia bater uma foto com a Musa. Antipática, ríspida, apressada.O sacrifício não valera a pena.

Então logo depois Luana surtou. Despirocou. Frases de efeitos para chamar atenção, grosserias, falta de educação com o público...

Então eu me pergunto, foi o mundo que mudou a moça bonita das minhas capas de caderno?

terça-feira, novembro 11, 2008

Passional, completamente



Isso eu já sabia, óbvio.

Mas é completamente diferente quando passamos a ter consciência disso. Na verdade, e quero dizer que é uma daquelas verdades doídas, dói mesmo quando assumimos isso.

Eu sou um ser passional, completamente.

Eu amo ao extremo e odeio ao extremo também. Sou amigo ao extremo, não sou homem de meias verdades e nem de minhas verdades. Embora apele para ao lado racional para analisar fatos (como todos bem sabem, contra fatos não há argumentos). Mas meu racional não é tão equilibrado, ele pende na balança para um coração frouxo. Mas bem frouxo mesmo, daqueles que parecem palpitar em qualquer compasso e não possuem um ritmo compassado.

Mas esse coração frouxo não acha, possui certezas. E talvez seja por isso que se magoa tão fácil. Ou deixa-se magoar, vai saber!

E se eu pudesse escolher ser menos passional, mais racional sabe o que eu diria? Nem!! Eu quero ter certeza do que eu sinto e gosto que as pessoas saibam o que sinto por elas.

Ser completamente passional é não viver pela metade, é viver no limite.